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O corpo rejubila na plenitude de um encontro marcado a ferros por todo ele. A mente, que nem uma criança, deseja seguir-lhe os passos, pese embora avance tímida, ainda receosa - a realidade teima em infiltrar-se, a persistir no seu aprisionamento. Quando o corpo distrai a mente o suficiente, esta acompanha-o no compasso desenfreado do momento - a sentir tudo, a querer tudo, a prometer tudo e a ser, apenas e só! E hoje a mente foi tudo; não deixou o corpo sozinho na sua euforia.

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por oliviaf às 20:08 | link